A Anvisa disponibilizou, em 6 de julho de 2026, a funcionalidade Consulta de Alertas Sanitários no Portal de Consultas. A ferramenta reúne alertas relacionados a produtos sujeitos à vigilância sanitária e substitui o Sistec na consulta de Alertas de Tecnovigilância.

Resumo operacional: a consulta amplia as possibilidades de pesquisa e pode apoiar rotinas de monitoramento, qualificação de fornecedores, tecnovigilância, farmacovigilância e acompanhamento de produtos regulados.

Quais filtros estão disponíveis

A pesquisa pode ser realizada pelo número do alerta, área de atuação, data de publicação, nome do produto, número de regularização e palavras-chave relacionadas a problemas ou situações específicas.

A ferramenta também permite cadastrar um endereço de e-mail para receber novos alertas sanitários, facilitando o acompanhamento contínuo de informações de segurança e desempenho.

Por que a mudança importa para empresas

Alertas sanitários podem conter informações relevantes sobre produtos, lotes, eventos, riscos, ações de campo e outras situações que exigem avaliação. O acompanhamento precisa estar conectado às atividades efetivamente realizadas pela empresa.

Fabricantes, importadoras, distribuidoras, farmácias, drogarias, clínicas e serviços de saúde podem utilizar a consulta como uma fonte adicional para revisar estoques, fornecedores, registros internos e medidas aplicáveis.

Monitoramento deve ter registro e responsabilidade definida

A existência de uma nova ferramenta não substitui procedimentos internos. É recomendável que a empresa defina responsáveis, periodicidade de consulta, critérios de avaliação, forma de registrar resultados e encaminhamento de alertas que tenham relação com sua operação.

As providências devem ser proporcionais ao tipo de produto, ao papel da empresa na cadeia e às exigências regulatórias aplicáveis ao caso concreto.

Como montar uma rotina de consulta

  • Responsável: defina quem consulta os alertas e quem decide as providências, com substituto para férias e afastamentos.
  • Periodicidade: estabeleça com que frequência a consulta é feita e avalie o cadastro de e-mail da própria ferramenta para receber novos alertas.
  • Pesquisa: o nome do produto e o número de regularização costumam dar resultados mais precisos do que palavras-chave genéricas, principalmente para os itens que a empresa compra, armazena ou vende com frequência.
  • Registro: anote a data da consulta, os alertas encontrados, se algum tem relação com a operação e o que foi decidido. Consultas sem resultado também merecem registro, porque mostram que a rotina existe.

Nem todo alerta pede a mesma providência

Um alerta pode tratar de produto, lote, evento, risco ou ação de campo. Alguns pedem conferência imediata do estoque; outros, acompanhamento ou revisão de fornecedor. Registrar o critério usado em cada caso ajuda a manter decisões coerentes ao longo do tempo e a explicá-las depois, se for preciso.

Quando um alerta tem relação com a empresa

O primeiro passo é ler o alcance do alerta: produto, número de regularização, lotes e situação descrita. Em seguida, vale conferir estoques, registros de entrada e fornecedores e decidir se o caso pede providência ou apenas acompanhamento. O roteiro completo está no guia Recolhimentos, suspensões e alertas da Anvisa: como a farmácia deve reagir.

Erros comuns

  • Consultar os alertas só quando um cliente ou fornecedor pergunta.
  • Estender um alerta sobre um lote a todos os lotes do produto, ou o contrário.
  • Encaminhar o alerta por mensagem sem registrar a avaliação e a decisão tomada.